Novembro azul: diabetes!

Novembro azul: diabetes!

Além de ser um mês dedicado à conscientização sobre o câncer de próstata, o Novembro Azul também chama atenção para a prevenção a diabetes.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a doença atinge mais de 400 milhões de pessoas no mundo, causando mais de 5 milhões de mortes anuais. Acreditamos que informação é a melhor forma de prevenção. Por isso, convidamos a nossa endocrinologista, Lilian Cordeiro para falar sobre o assunto.

O que é?

O diabetes é uma doença crônica ligada ao metabolismo da glicose. Existem várias razões e fatores que contribuem para o surgimento da doença, como os genéticos e o estilo de vida. A endocrinologista da Interne explica que existe mais de um tipo de diabetes. “Podemos dizer que existem dois tipos, a do tipo 1 e a do tipo 2. Sendo a do tipo 2 muito mais prevalente na nossa sociedade, porque ela é desencadeada com o avanço da idade e outros fatores, como a obesidade. Já o tipo 01, apesar de poder ocorrer em qualquer faixa etária, comumente é diagnosticada nos pacientes adolescente e nas crianças.”.

Tem cura?

A diabetes não tem cura, mas tem prevenção, e ela é essencial! “A mudança do estilo de vida pode influenciar tanto o surgimento, quanto o tratamento e acompanhamento pós-diagnóstico”, enfatiza a endocrinologista. Além disso, Lilian Cordeiro ressalta a importância do diagnóstico precoce: “quanto antes o paciente iniciar o tratamento, melhor o corpo reagirá às terapias e menor será o impacto na vida do paciente”.

Diabetes é sinal de amputação?

Não! É possível controlar a doença com o tratamento adequado. “Quem tem diabetes pode ter uma vida normal, sem tantos impactos.Contudo, para isso o paciente precisa ter um acompanhamento médico, de um endocrinologista e de um nutricionista. Eles serão responsáveis por orientar quanto à administração de medicamentos e a dieta. A prática de atividade física também é fundamental”, comenta.

Sequelas

Lilian Cordeiro esclarece que o risco de sequelas e de outras complicações como úlceras, amputações, problemas cardíacos, entre outros, para quem não leva a sério o tratamento e não busca manter as taxas controladas.

Conselho da endocrinologista:

“Pra você quem descobriu que é diabético, calma! Isso não significa que você terá sequelas ou que sua vida vai ser limitada. É preciso levar à risca o tratamento e o acompanhamento médico. Muitos pacientes vivem por muitos e muitos anos, com a doença de forma controlada e sem transtornos. Só sofre as consequências, quem negligência o tratamento.” finaliza a médica Lilian Cordeiro.

 

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